"Eu sentia profunda falta de alguma coisa que não sabia o que era. Sabia só que doía, doía. Sem remédio." (Caio F. Abreu)
Não existe. E nem vem contrariando, torcendo nariz e fazendo cara feia. Não sou negativa, não sou uma pessoa triste com a vida, nem nada assim. Só estou dizendo a verdade. Não existe, oras. E ponto. Já viu alguém ser feliz pra sempre, por aí? Aqui não existe o "felizes pra sempre" porque a vida é complexa demais pra nos oferecer o pra sempre. A gente tem os momentos, dias, horas e minutos de felicidade, mas o pra sempre não existe não. Já disse: sem cara feia porque nem tenho medo e nem quero ouvir tuas contestações, menos ainda teus versos ensaiados pra tentar aquecer o coração dos bobos. Eu sou boba. Nem precisava dizer. Sei que sou. Acreditei tanto, esperei tanto e me diz praquê? Ih, melhor nem dizer. Fica quieta e só escuta. Claro que já acreditei em tudo que me disse durante a vida inteira, e nem sei se realmente deixei de acreditar. Sabe como é, né? Coração idiota. E nesses últimos tempos tenho sentido faltas, e nada supre. Tenho visto tantas coisas ruins. Em tudo. Todos os lugares. Tudo se desfazendo. Desintegrando, como se fugisse da palma da mão. Levado pelo vento, sem previsão de volta. Não deve voltar. E dessa vez não ficarei sentada na varanda esperando que volte. Já aprendi que não volta. Pára! Sabe bem que o que você diz só existe no cinema. Aqui, não. O amor não existe. E ponto final. Quer rebater, me convence então que ele existe. Sem ensaios, versos bonitos e cenas de cinema. Eu quero o real. Me mostra que ele existe na nossa vida. Mostra. Quero ver, então.
-Amiga,tá bom!Eu te convenço.Mas eu te convenço sendo ele,pq é o que ele gostaria de dizer,mas como ele é idiota,digo eu.Ele vai se achar nesse texto.Só pra constatar que eu tenho sua senha e conheço seu coração.
By:Tati.
- E eu vim aqui pra te mostrar, minha menina.
"Tudo mudou, você sabe. Tempestade de emoção vem percorrendo cada poro meu com uma intensidade sem medida (e amor não se mede – se respira). Hoje já não sou mais o mesmo de antes. Nem eu, nem você. Fiquei muito tempo fora de ti, e mesmo permanecendo ao teu lado, ansiava estar do lado de dentro: seria como retornar pra casa, pro lar que nunca admiti ser meu. Mas era, e no fundo, sempre foi. Desculpe minha teimosia e meus modos de cavalheiro errante. Eu errei tentando acertar. Aqui estou, e agora totalmente entregue. Meu medo é de que não me perdoe, que tenha se cansado da espera e de meus atos reticentes, que tenha acreditado nas palavras arredias que disse, numa vã esperança de te despistar. Perdoe-me. Hesitei quando percebi o que me fazia sentir, porque era algo muito forte, muito maior do que aqueles poetas tolos diziam nos livros que comecei a ler por sua causa, ou nas composições dos CDs que me acompanhavam na volta pra casa. Agora também sinto-me como um tolo: não consigo exprimir com toda a exatidão esse fogo que me consome cada vez que seus olhos sorriem pra mim. Ultrapassa toda a razão. E quer saber? Dane-se. Razão nunca me fez companhia quando mais precisei, mas você esteve sempre lá, comigo, com olhos de anjo e um sorriso que me fazia ganhar o dia, e na certeza de que em meio a tantos contras, era somente ele que me bastava – e isso você não percebia. E se o apego não quer ir embora, deixe(me) ficar. Passagem não tem volta. Nosso amor é um caminho sem ponto final. E não é coisa de Hollywood não, porquê, se fosse, teria acertado nossos ponteiros há mais tempo, e pra nossa história esse tempo veio lá de cima, consertando todas as curvas e curando todas as cicatrizes que ainda estavam abertas. Mas agora, nesse presente, você é quem garante novamente o palpitar da minha vida. Quero estar dentro de ti, então estenda a sua mão, nossa hora é agora. Reticências ficaram pra trás, e essas faltas também. Não é costume. É amor, enfim. Te amo, nega.”
P.S:É o que ele sente amiga!
Te amo.