Entre desejar e conseguir, existe a palavra esforço.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Adeus,ano velho.

Ultimo dia péssimo do ano... último texto babaca, última hora perdida com esse vício.
Hoje cedo eu decidi que vou comprar uma agenda, porque eu não sei mais escrever e cadernos não me animam. Além do mais, eu preciso de calendários de papel.
Também decidi que assim que voltar pra Brasília eu vou pintar o cabelo e planejar alguma coisa pro meu ano... mas só lá mesmo, deitada na minha varanda, olhando o silêncio daquela vista chaaaata.
Por enquanto, a menina que só falava de futuro não quer nada além do champagne da meia noite, fugir pra Buenos Aires ou uma máquina do tempo.

Feliz ano novo!
(y)
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Eu to bem.Acreditem. Satisfeita, em silêncio e pronta pra escrever de verdade depois de não aparecer durante dias aqui.
Sinto falta daqui... fico triste quando passo muito tempo sem escrever nada que sirva, ou que seja adaptável pra cá.
Isso aqui é feito dos meus excessos. E quando voltei a escrever, depois de apagar alguns posts, eu queria isso... poder jogar fora os carinhos e as mágoas que transbordassem.
Pois bem, inúmeros assuntos me rodearam nessa minha semana de férias psicológicas. Mas não posso dizer o rumo que esse texto vai tomar.
Comecemos pelo xampu. ..
Comprei um xampu novo ontem, um que deve lembrar a infância de um monte de gente, mas lembra minha adolescência. Aquela primeira pior fase da minha vida.
Não quero parecer tão superficial desde cedo, então se não posso falar dos problemas reais, também não vou falar dos problemas floridos. Fica dito, apenas, que foi a primeira pior fase.
Mesmo assim tinha o Doutor Wadih, a Doutora Áurea e meu primeiro suspiro de determinação. Eu usava madeira e cobre e eu era muito feliz. Eu sorria, eu era bonita, fotogênica, inspirada. E eu tinha cheiro de camomila... aquele do xampu.
Depois mudaram os perfumes, duas vezes, e tenho vontade de comprar esses outros xampus só pra ter a sensação de ser aquela menina que eu gostava de ser.
A segunda pior fase veio no fim da então adolescência. Pouca gente sabe, mas quando decidi mudar e me afastar de certas coisas, mudei com todas as mágoas possíveis. Amizades arrasadas, amores nulos, meio sem me despedir. Mas aí, o hoje já é uma terceira fase.
Absolutamente TUDO mudou quando eu mudei a minha vida.Comecei a trabalhar,fui fazer cursinho. Parece óbvio, mas é um pouco mais complexo do que a gente imagina.
Aí eu conheci o Vida... Quando eu achava que ia ficar sozinha pra sempre, porque nesse lugar ninguém combinava comigo. Quando, pela primeira vez na vida, eu não amava ninguém.
E foi fácil me apaixonar, porque ele era perfeito(ainda é), e gostava de viajar e tinha aquele sorriso... e quando falava me olhava de um jeito que me deixava tonta.E quando pensei que eu podia sonhar de novo,me vem o destino e me mostra o outro lado: ele tinha outra pessoa.
Isso mais dois detalhes e eu to aqui... e não é pra dizer que essa é uma sexta ou sétima pior fase da minha vida.
Porque eu nunca estive tão frágil, tão cansada e tão perdida... mas ele ainda tem aquele sorriso.
Hoje devia ser o dia das flores e do beijo pra acordar. Minha agenda já canta declarações escritas ontem. Rabiscos contam minhas vontades dele, a falta que faz sentir aquela paz...
Quando eu era mais nova achava que minhas paixões iam durar pra sempre, e sustentei isso até conhecer o Vida. Doa a quem doer, antes dele era o ego quem ditava o sofrimento da vez. Sempre um que fosse difícil demais, um que não me quisesse, um que me viesse à cabeça por conta de uma musica qualquer. Depois a graça ficou em sentir tudo muito mais forte que nunca, em olhar os sorrisos mais bobos, saber dos tons de voz... Ai como eu amo aquele homem!
Agora com os tais vinte anos, antes meu erro fosse achar que alguma coisa é pra sempre... Peco por agir feito a menina que ainda achava que podia trocar de amor quando bem entendesse.
Tenho mil absurdos na cabeça... raiva dessas compreensões tardias.
Eu vou, mas não vejo mais como apelar... que eu amo demais ele já sabe, e sabe tanto que perdeu o medo de ouvir outra coisa.
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